quarta-feira, 4 de julho de 2012
Reclamamos até do que amamos
Quem é mãe sabe que é comum a ladainha diária pra manter a ordem da casa, do quarto e dos brinquedos.
O que muitas vezes não percebemos é que ao exercer essa tarefa diária de educar nossos pequenos, nos tornamos pessoas "reclamonas"
Eu concordo que não da pra ter 100% de bom humor todos os dias, mas as vezes é necessário ficar atento ao nosso comportamento.
Minha filha sempre viaja com minha família sozinha, e quando isso acontece sempre rola as brincadeiras de que estou de férias, de que vou ter um tempo só com o marido.... e coisas do gênero.
Eu estou sozinha esses dias, ela está viajando com minhas irmãs, e como das outras vezes os primeiros dias são como um grito de liberdade, posso acordar a hora que eu quiser, fazer as refeições a hora que eu sentir fome, não preciso me preocupar com o banho, como remédios, com horários dela. A noite quando o marido chega, temos toda a liberdade com a casa só para nós, é como nesses dias eu pudesse pensar só em mim, o que não deixa de ser muito legal e importante.
Mas com o passar dos dias, vou percebendo que o legal da vida é ter rotina, é ter compromisso, é ter regras....
Todos os dias eu reclamo dos sapatos dela fora da sapateira, da cama mal esticada, da toalha no quarto, do som alto da tv e, nesses dias em que ela ta viajando nada está fora do lugar, o silễncio reina na casa, as tvs estão desligadas, o os cds tiraram férias, a sala de brinquedo está arrumada!
E então, eu percebo que a ordem impecável da casa não é de grande valor.... que a toalha no quarto não é certo mas que também não precisa ser uma reclamação diária, que quarto arrumado igual ao de hotel é impessoal e frio e, que se tiver uma Barbie em cima da cama, um pijama mal dobrado por cima da colcha não deve ser motivo de reclamação. Que o silencio na casa é delicioso, mas o silêncio na hora das refeições é triste de partir o coração.
Descobri que mais do que a ordem eu quero a minha casa viva, quero o riso, quero a companhia nas refeições, a sala de brinquedos e constante desordem....
Uma pausa na rotina é sempre bom, bom para descansarmos, para refletirmos , para sentir saudade e recarregarmos nossas forças.
Nessas minhas férias da rotina eu descobri que às vezes reclamo do que mais amo, reclamo por ter uma casa cheia de vida!!!!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
A Banalização da Violência!!!
Tem noticias que tomamos conhecimentos sem querer, assuntos que tomam proporções tão grandes que são discutidos em pontos de ônibus, na fila do mercado, na sala de espera do consultório, está toda hora na tv, nos jornais e internet.
Um desses assuntos é o recente caso Matsunaga, que a mídia explorou o quanto pode, despertando na sociedade não somente a indignação e a revolta, mas também a curiosidade mórbida pela riqueza de detalhes, pela vida privada da vitima e da acusada.
Mas esse " conhecer sem querer" tem alcançado os nossos filhos pequenos, que não tem idade e nem maturidade pra lidar com assuntos desse teor.
Lembro do caso Nardoni, que não tinha hora nem lugar, todo mundo discutia, era a tv da lanchonete ligada com detalhes do caso, pessoas comentando, buscando fotos na internet, trocando detalhes....o mesmo aconteceu com o caso do atirador na escola do Rio de Janeiro, o caso Eloá e, agora o caso Matsunaga, cito esses casos, porque absurdamente, chegaram ao conhecimento da minha filha, hoje com 8 anos, mesmo sem eu querer.
Não conseguimos educar nossos pequenos numa redoma de vidro, são seres sociáveis, se relacionam e consequentemente trocam vivências, experiências e conhecimento.
A informação externa também molda e interfere no nosso filho e, ela chega sem nenhum filtro, um exemplo simples é quando seu filho dança e canta musicas que você nunca ouviu e de maneira alguma dançaria, porém ver minha filha cantando e dançando Michel Teló, por mais que tenha fugido do que eu idealizei, é tolerável, não é agressivo a formação dela, nem implica em conversas longas sobre o porquê eu não gosto daquela musica, no entanto, ver minha filha me contando sobre um crime macabro, como o caso Matsnaga, me fez refletir sobre a sensibilização dos sentimentos dos nossos filhos.
Estamos expondo nossos pequenos a assuntos que não são e não devem pertencer ao mundo deles, não podemos permitir que nossos filhos se habituem com noticias assim.
Culpamos muitas vezes os jogos de video game pela agressividade presente nas nossas crianças e adolescentes, mas esse jogos são frutos da nossa falta de cuidado, da nossa permissão para que eles participem de assuntos tão aterrorizantes e reais, os tratando de forma banal.
Não permta que isso aconteça na sua casa, converse com seu filho, se houver a curiosidade sobre o assunto, mostre indignação e tristeza com o fato, mas desligue a tv se ele estiver perto, não converse sobre detalhes do crime perto dele, repudie os programas de tv sensacionalista.
Resgate na sua casa os " assuntos de adultos", não deixe seu filho se habituar com a crueldade. Vamos cuidar mais dos sentimentos que estão sendo sensibilizados nos nossos filhos.
Um desses assuntos é o recente caso Matsunaga, que a mídia explorou o quanto pode, despertando na sociedade não somente a indignação e a revolta, mas também a curiosidade mórbida pela riqueza de detalhes, pela vida privada da vitima e da acusada.
Mas esse " conhecer sem querer" tem alcançado os nossos filhos pequenos, que não tem idade e nem maturidade pra lidar com assuntos desse teor.
Lembro do caso Nardoni, que não tinha hora nem lugar, todo mundo discutia, era a tv da lanchonete ligada com detalhes do caso, pessoas comentando, buscando fotos na internet, trocando detalhes....o mesmo aconteceu com o caso do atirador na escola do Rio de Janeiro, o caso Eloá e, agora o caso Matsunaga, cito esses casos, porque absurdamente, chegaram ao conhecimento da minha filha, hoje com 8 anos, mesmo sem eu querer.
Não conseguimos educar nossos pequenos numa redoma de vidro, são seres sociáveis, se relacionam e consequentemente trocam vivências, experiências e conhecimento.
A informação externa também molda e interfere no nosso filho e, ela chega sem nenhum filtro, um exemplo simples é quando seu filho dança e canta musicas que você nunca ouviu e de maneira alguma dançaria, porém ver minha filha cantando e dançando Michel Teló, por mais que tenha fugido do que eu idealizei, é tolerável, não é agressivo a formação dela, nem implica em conversas longas sobre o porquê eu não gosto daquela musica, no entanto, ver minha filha me contando sobre um crime macabro, como o caso Matsnaga, me fez refletir sobre a sensibilização dos sentimentos dos nossos filhos.
Estamos expondo nossos pequenos a assuntos que não são e não devem pertencer ao mundo deles, não podemos permitir que nossos filhos se habituem com noticias assim.
Culpamos muitas vezes os jogos de video game pela agressividade presente nas nossas crianças e adolescentes, mas esse jogos são frutos da nossa falta de cuidado, da nossa permissão para que eles participem de assuntos tão aterrorizantes e reais, os tratando de forma banal.
Não permta que isso aconteça na sua casa, converse com seu filho, se houver a curiosidade sobre o assunto, mostre indignação e tristeza com o fato, mas desligue a tv se ele estiver perto, não converse sobre detalhes do crime perto dele, repudie os programas de tv sensacionalista.
Resgate na sua casa os " assuntos de adultos", não deixe seu filho se habituar com a crueldade. Vamos cuidar mais dos sentimentos que estão sendo sensibilizados nos nossos filhos.
sábado, 9 de junho de 2012
Seja uma mãe legal!!! Diga "não" ao seu filho!
Dias atrás me deparei com uma situação inusitada, a Stella, minha filha, foi convidada para uma festinha de aniversário e o convite dizia: " trazer trajes de banho", era meio estranha aquela observação uma vez que a comemoração se daria no final do mês de maio. No dia da festa, acordamos tarde era dia tipico de outono, com sol mas um vento frio, troquei a Stella e a levamos para o aniversário, ignorando totalmente a tal observação.
Chegamos na chácara e para a nossa surpresa, TODAS as crianças estavam na piscina!!! Lógico que a Stella fez aquela cara de : " eu quero entrar", assim como era lógico que dissemos não, e que se a birra persistisse ela iria embora conosco. Ela resolveu ficar mesmo não entrando na água.
A mãe da aniversariante nos pergunta se ela poderia entrar e avisamos que não, mas eu estava tão chocada em ver aquela garotada na piscina que perguntei se a água era aquecida e, ela rindo disse : "Não, ta um pedra de gelo! A minha menina teve febre a semana inteira mas quando vi ela já estava lá dentro."
Fui embora e deixei a Stella lá, sai com a fama de mãe chata. Entramos no carro, eu e o meu marido indignados com tamanha imprudência, e ficamos conversando sobre o fato.
Chegamos a conclusão de que tinhamos tomado a melhor decisão, e de que é necessário dizer não para os nossos filhos, de que não somos amigos deles, somos pais e muitas vezes cabe a nós e, só a nós o papel do "chato" do " corta barato" . Obviamente a Stella não ficou muito feliz e, na cabecinha dela acha que foi privada de uma parte da diversão da festa, embora tenhamos conversado, creio que ela ainda não tem capacidade pra compreender. Mas nessa história toda eu vejo que cada vez mais me deparo com pais permissivos, que temem vestir a " camisa da autoridade" , que não querem ser pais e sim amigos dos seus filhos, muitos discordam quando digo que não sou amiga da Stella eu sou MÃE dela, e quero ser mãe dela sempre, falando todos os "NÃOS" necessários pra que ela seja uma pessoa bacana quando crescer e saiba lidar com as frustrações que a vida irá impor.
Diga NÃO ao seu filho, seja um pai ou uma mãe chato ou chata quando precisar, a vida não será permissiva com os nossos filhos, e deixar de ser amigo para ser mãe mais tarde, pode ser que seja tarde demais.
Diga NÃO ainda que ele chore, fiquei magoado com você.
DIGA NÃO porque você o ama, e sabe que daqui uns anos, quem dirá isso a ele não será você e, o sofrimento dele será muito maior se ele nunca, ou pouco, ouviu "não" em casa.
Já faz uns dias que escrevi esse texto nas minhas notas do Facebook e estou publicando no blog.
Chegamos na chácara e para a nossa surpresa, TODAS as crianças estavam na piscina!!! Lógico que a Stella fez aquela cara de : " eu quero entrar", assim como era lógico que dissemos não, e que se a birra persistisse ela iria embora conosco. Ela resolveu ficar mesmo não entrando na água.
A mãe da aniversariante nos pergunta se ela poderia entrar e avisamos que não, mas eu estava tão chocada em ver aquela garotada na piscina que perguntei se a água era aquecida e, ela rindo disse : "Não, ta um pedra de gelo! A minha menina teve febre a semana inteira mas quando vi ela já estava lá dentro."
Fui embora e deixei a Stella lá, sai com a fama de mãe chata. Entramos no carro, eu e o meu marido indignados com tamanha imprudência, e ficamos conversando sobre o fato.
Chegamos a conclusão de que tinhamos tomado a melhor decisão, e de que é necessário dizer não para os nossos filhos, de que não somos amigos deles, somos pais e muitas vezes cabe a nós e, só a nós o papel do "chato" do " corta barato" . Obviamente a Stella não ficou muito feliz e, na cabecinha dela acha que foi privada de uma parte da diversão da festa, embora tenhamos conversado, creio que ela ainda não tem capacidade pra compreender. Mas nessa história toda eu vejo que cada vez mais me deparo com pais permissivos, que temem vestir a " camisa da autoridade" , que não querem ser pais e sim amigos dos seus filhos, muitos discordam quando digo que não sou amiga da Stella eu sou MÃE dela, e quero ser mãe dela sempre, falando todos os "NÃOS" necessários pra que ela seja uma pessoa bacana quando crescer e saiba lidar com as frustrações que a vida irá impor.
Diga NÃO ainda que ele chore, fiquei magoado com você.
DIGA NÃO porque você o ama, e sabe que daqui uns anos, quem dirá isso a ele não será você e, o sofrimento dele será muito maior se ele nunca, ou pouco, ouviu "não" em casa.
Já faz uns dias que escrevi esse texto nas minhas notas do Facebook e estou publicando no blog.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Eu ainda tenho uma Menina!!!
Como primeiro post desse blog escolhi um assunto que me atormentou nos últimos dias: Comprar roupas de MENINA!!
Talvez você pense que isso é uma bobagem afinal, no mundo e sistema que vivemos o sentimento mais provocado dentro de nós é o de consumir, mas eu te digo que não é tão fácil assim, quando se trata de uma criança de 8 anos, no caso, minha filha.
E se estamos falando em compras, o melhor local para irmos é a um shopping, porque com a chegada do inverno ela queria uma bota nova já que a da estação passada não estava mais servindo.
Sim, elas crescem!!! mas calma ai ela ainda não é uma moça!!!!
Fomos a uma loja de calçado e ali já começou o meu conflito, a maioria das botas tinham salto, e bem alto, tinha uma da Barbie, rosa, cheia de penduricalhos, ou seja, infantil mesmo, e com um baita salto fino e alto. Uma pressão pra vc fazer da sua menina de 8 anos uma "mini mulher", e vai convencer a menina em questão, de que não é legal usar uma bota com salto, o apelo o é tao grande, que eu acabei cedendo embora não concordando muito com aquela bota de cano alto e salto fino, mas enfim...a certos embates que não vale a pena o stress.
No mesmo dia tínhamos que comprar sutiã, pois ela está começando a se desenvolver e eu queria comprar o famoso e lendário sutiã " menina moça"e, quem disse que eu o achava?? Ele sumiu das lojas !!! E no lugar dele encontrei vários de bichinhos, sapinhos, estampas totalmente infantis porém com bojo!!! BOJO??? Pra que bojo num sutiã que só servirá pra uma criança???? Me recusei em comprar aquilo, já tinha comprado uma bota de mulher, mas o sutiã já era além do que eu poderia aceitar.
Hoje olho as meninas da idade da minha filha e vejo muitas se vestindo como mulheres, e ao invés de desejarem brinquedos, desejam bolsas, sapatos, maquiagens, tem celulares ( a minha filha mesmo tem celular e um estojo de maquiagem de colocar muita perua no chinelo) frequentam salão de beleza ... agem como mini adultas queimando etapas da vida.
Eu tento remar contra essa maré, mas nem sempre eu consigo, pois nossos filhos sofrem fortes influências do meio em que vivem, e também não quero que a minha filha seja tão diferente do meio em que se relaciona, mas também não quero e não vou compactuar com a erotização dessas meninas e muito menos da minha filha. Penso que até os 10 anos são crianças, devem se vestir e agir como tal, qualquer mudança nesse comportamento é uma agressão a infância dessas meninas.
O que mais me incomoda é que vejo mães incentivando essas atitudes, e esse incentivo aquece o mercado que gera mais produtos e mais apelo para que nossas meninas se tornem " mini-mulheres"
Meu desabafo nessa postagem é, que se você, como eu, tem um filha nessa fase da pré adolescência a incentive "ser menina", curta a fase de menina da sua filha, que ela goste de brinquedos, curta fazer cadernos com desenhos, colecionar figurinhas, usar tênis, e que curta roupas de meninas, que ela anseie pela adolescência mas que a espere com calma, que ela curta ser criança!!!
Porque a infância é curta, para as meninas mais ainda, então pra que roubar ou atropelar a melhor fase da vida delas?
Eu sei que não tenho mais um bebe em casa, mas também não tenho uma mocinha eu ainda tenho uma menina linda!
Incentive a infância da sua filha.
Deixo uma dica de leitura, que a minha filha gostou e tem tudo a ver com a postagem e com essa fase dos 8 aos 10 anos
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